terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quem somos?

Nosso medo mais profundo não é o de não sermos bons o suficiente.
O nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além das medidas. É a nossa luz, e não a nossa escuridão, o que mais tememos.
Por isso nos perguntamos: Quem somos para nos considerarmos brilhantes, maravilhosos, talentosos e fabulosos?
Nós somos crianças de Deus. A nossa falsa humildade não vai servir o mundo.
Não há nada de iluminado nesse encolher-se para que outros não se sintam inseguros à nossa volta.
Estamos todos aqui para irradiar como fazem as crianças e a medida em que deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente damos aos outros permissão para que brilhem também.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Palestra!

No dia do meu aniversário, 02 de agosto, recebi um convite e ao mesmo tempo um presente, ministrar uma palestra sobre motivação, sonhos, objetivos...a alunos do ensino médio da escola estadual a qual eu estudei.
Meu nome foi mencionado no conselho de professores, e fizeram-me o convite, o qual eu poderia pensar se iria aceitar ou não, e depois  dar a resposta.
Fiquei feliz por saber que confiaram tamanha responsabilidade a mim, e decidi aceitar... e na sexta-feira passada, fui a escola para realizar a palestra.
Antes disso comprei um livro entitulado "Você não precisa ser chefe para ser lider", para me dar "um norte", pedi opiniões a alguns amigos, li a respeito, pesquisei, estudei, debati, sobre o que falar para jovens entre 14 a 16 anos por ai.
Enfim, na sexta-feira, lá estava eu diante daqueles anjos, e confesso que eu não estava bem, estava triste, angustiada, tinha tido uma semana difícil, e não estava nenhum pouco empolgada pra falar para um monte de adolescentes.
No entanto eu já havia dado a minha palavra que iria na sexta-feira, não poderia adiar mais. E na quinta-feira a noite cheguei a pensar, meu Deus como vou falar sobre motivação a vários adolescentes se estou mais desmotivada que eles, se posso estar mais triste que eles...
Não dava mais pra fugir, tinha que encarar a responsabilidade que havia assumido. Logo quando cheguei a escola pela manhã, uma criatura adorável, veio me desejar boa sorte e entregou-me uma rosa, fiquei feliz, pude ver que "não estava sozinha", embora soubesse.
Comecei a falar com os adolescentes, eles foram fazendo silêncio e a medida que eu ia falando, eles iam permanecendo quietinhos, me ouvindo...
Falei da minha experiência de vida, da importância de estudar, de batalhar pelos nossos sonhos e objetivos, de não deixarmos influenciar pelas pessoas pessimistas, de levantar quando cairmos, pois difícil não é cair e sim levantar...de como o mercado de trabalho é competitivo, de como algumas pessoas são egoístas, que muitas vezes algumas  não conseguem realizar seus sonhos e por isso, não "deixam" que realizemos o nosso...que na vida nada é fácil, mais se lutarmos por tudo aquilo que acreditamos, com certeza temos a chance de fazer diferente, de fazer a diferença e ter um mundo melhor...!!!
Depois de quase uma hora e meia falando, encerrei a palestra com um vídeo e agradeci a paciência e atenção de todos, e fui embora pra minha aula na faculdade...
Porém, percebi que não havia dado o melhor de mim, que não tinha dado o meu 100% devido a minha tristeza...
A aula terminou, fui ao médico fazer alguns exames, cheguei em casa era quase uma hora da tarde...quando entrei na cozinha haviam dois envelopes em cima da mesa, e logo pude perceber que um era pra mim, e logo reconheci a letra...era da minha amiga Rose Neide Amador Bufulin, que é professora de língua portuguesa dos alunos na escola, e também fora minha professora, e hoje somos grandes amigas ( é a criatura adorável da flor).
Era uma linda carta de agradecimento, pela palestra que havia realizado, e uma redação de cada aluno o qual eu havia realizado a palestra.
Comecei a ler, e a medida que ia lendo, as lágrimas rolavam sobre minha face...
Cada carta, redação, eles diziam o que haviam aprendido com a palestrante e o que aquilo iria mudar na vida deles...vocês não tem noção de como cada carta me tocou de forma diferente...impossível não emocionar-se diante de algo tão belo...de como podemos tocar corações e mudar vidas, de como podemos ser útil as pessoas!
E o mais interessante, é que a medida que eu ia lendo a angústia e a trsiteza iam passando, e meu coração foi melhorandoo...
E posso lhes dizer, que fui a escola no intuito de ajudar os alunos, mais só depois eu percebi, que ao invés de 'dar' eu estava era 'recebendo', porque quando fazemos na gratuidade, nosso coração se enriquece de uma forma que não há nada nesse mundo que possa pagar!!!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Amizade.

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue comigo.
Se não quiser chorar, não chore;
Se não conseguir chorar, não se preocupe;
Se tiver vontade de rir, ria;
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão;
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me;
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam;
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo...
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
-"Foi meu amigo, acreditou em mim e sempre me quis por perto!"
Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu.
"Ser seu amigo, já é um pedaço dele..."

Grandezas.


"Ser grande não significa necessariamente ser melhor. Os girassóis não são melhores que as violetas."

domingo, 22 de agosto de 2010

A Tigela de Madeira

"Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho. - “Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:
- “O que você está fazendo?”
O menino respondeu docemente:
- “Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer”.
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava."

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"Nós somos, cada um de nós, anjos com apenas uma asa e somente poderemos voar abraçando uns aos outros".

Não se trata de mim. Eu não sou senão aquele que transporta. Não se trata de ti. Tu és apenas o caminho que leva aos prados, ao amanhecer.
Não se trata de nós. Nós somos juntos, passagem para Deus, que nos toma emprestada a nossa geração, por um instante, e dela se serve.

Antoine de Saint Exupéry

Canção de Deus!

Cada ser é uma canção de Deus: única, individual, incomparável, que não se repete, mas, ainda assim, vinda da mesma fonte.
Cada canção tem sua própria fragrância, sua própria beleza, sua própria música, sua própria melodia, mas o cantor é o mesmo.
Todos nós somos diferentes canções de um mesmo cantor, diferentes gestos de um mesmo dançarino.
Começar a sentir isso é meditação. Então, os conflitos desaparecem, as invejas se tornam impossíveis e a violência fica inimaginável, porque, todo o mundo, ninguém mais existe além de nossos próprios reflexos.
Se pertencemos à mesma fonte, como todas as ondas do oceano, então qual é o sentido do conflito, da competição, de se sentir superior ou inferior e todas essas tolices?
Ninguém é superior e ninguém é inferior, todos são simplesmente eles mesmos.
E cada um é tão único que nunca antes houve algum individuo como você, e não existe possibilidade de haver um indivíduo como você novamente. Na verdade, você próprio não é o mesmo em dois momentos consecutivos.
Ontem você era uma pessoa diferente, hoje você é uma outra pessoa. Amanhã não dá pra saber.
Cada ser é um fluxo, uma mudança constante, um rio fluindo.
Heráclito diz que você não pode pisar no mesmo rio duas vezes. E eu lhes digo: Você não pode pisar no mesmo rio mesmo uma vez, por que o rio esta constantemente fluindo. E o rio representa a vida.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Coisas de Advogado...

Entrou na sala dele, contou-lhe sua versão da história. Ao final perguntou:
- “Doutor, o senhor acredita em mim?”
    Ele não respondeu, mas pensou:
- “Eu não sou pago para acreditar. Sou pago pra ganhar a causa.”

Um dia, um anjo passou por mim…

Texto, do médico oncologista clínico Rogério Brandão, onde ele falava de uma experiência que tivera com um de seus pacientes terminais, uma criança iluminada. Melhor do que explicar para vocês é compartilhar a história na íntegra, escrita por ele mesmo. Assim, ei-la:

No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem com suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos “deuses”. Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos dos mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapias.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: “faça tia, é preciso para eu ficar boa”.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondida nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei que minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai virá me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei “entupigaitado”. Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muita saudade de mim, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:
- E o que saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: saudade é o amor que fica!
Um anjo passou por mim…
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo “meu anj”o, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que tivestes, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.
Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Alegrias no meu Aniversário- O que seria da vida se não fossem os amigos!!!

Resolvi postar aqui um poema que o grande amigo George fez, com seu imenso talento e sensibilidade. São esses ''pequenos'' gestos que fazem a gente sentir que a vida vale a pena, e é muito bom saber que temos amigos!!! O meu muito Obrigada!!!

Elielza,


Mais um ano você completa
Digo aqui como poeta
A vela acende, ilumina sua vida

Um novo dia que desperta
Que a deixa mais esperta
E até mesmo convencida

Pois o bom futuro é uma meta
Traçada por Deus à pessoa certa
Essa pessoa é você, querida!

Parabéns!!! Felicidades!!!! 
                                               (George Ribeiro)

02 de Agosto- Meu Aniversáriooo \õ/

Fazer aniversário é brincar de crescer e quem sabe mais tarde virar "gente grande" :)

É sorrir sem ter motivo ou chorar pela mesma coisa, é ter de novo a certeza de que os sonhos ainda poderão se realizar. É reconhecer que  meus amigos se importam com a minha importância.
É contar o tempo que vivi e o que deixei de viver, é um misto de muitas coisas...
Interessante como nessa data, “paramos” para refletir a cerca de nossa existência, e depois dessa reflexão, começamos a valorizar o tempo, a vida, os amores, os amigos, as pessoas que estão ao nosso redor, e aquelas que de certa forma estão longe por circunstâncias alheias a nossa vontade...
Talvez fazer aniversário seja, tornar novo o que se fez velho. Em fazer do novo o sempre!!!
Nasci para viver, e adquirir experiências em todo o meu processo de caminhada.
E nessa caminhada, às vezes vivo em busca da felicidade, e com isso esqueço e acabo deixando de viver...
O melhor de fazer aniversário, é saber que embora eu tenha um dia "só pra mim", eu tenho todos os outros dias pra fazer tudo diferente, que eu tenho mais dias pra fazer minhas escolhas, tomar minhas decisões.
E o impressionante é que a cada aniversário, eu me sinto muitooo, mais muitoo mais feliz que os outros. Claro que cada aniversário traz em si, os seus momentos especiais, mais o melhor de tudo isso é poder olhar pra trás e ver o quanto eu amadureci, o quanto eu cresci e aprendi como ser humano.
É ter a chance, a oportunidade de ver todos os meus erros e acertos, todas minhas perdas e vitórias, todas minhas tristezas e alegrias...isso é muitoo, mais muito bom mesmo, por que viver é uma dádiva, não importa  que eu faça aniversário hoje ou amanhã, ou que eu tenha o privilégio de comemorar todos os outros dias do ano, pois o que é um dia, comparado a 364? Pode ser muito pouco, pode ser o dia de fazer a diferença, pode ser o "suficiente" dia...
No final o que realmente vai ter importância pra mim, é que eu esteja saudável, feliz, e com as pessoas que me amam juntinhas, bem pertinho de mim. Não há presente maior e nada que se compare com o fato de ter quem amamos próximos, bem pertinho da gente *-*
Muitas pessoas dizem, ah a gente começa a viver aos trinta, ou quarenta anos. Pura filosofia, não existe idade para "comecarmos a viver", a gente pode começar a viver com 2, 25, 80, 100...anos, não há  idade, o importante é que estamos vivendo e lutando pelos nossos sonhos. Não há idade pra viver ou ser feliz.
Comemorar este dia, é um momento especial e de renovação pra minha alma e espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a mim a capacidade de recomeçar a cada ano!!!
Portanto, fazer aniversário é saber que só se nasce uma vez e por isso a oportunidade de viver é única e isso torna o valor da vida sem valor, porque fazer aniversário é viver sem preço, mas viver feliz!!! :)

domingo, 1 de agosto de 2010

O Pequeno Príncipe- Saint-Exupéry

"Este livro do Saint-Exupéry é um clássico indispensável, um romance fascinante.  A cada leitura novos tesouros são encontrados. É uma fonte inesgotável de reflexões, provocações, é um livro mágico, simples, transformador, com carinhos para alma e a mente!
Sensibilidade é o instrumento que Antoine de Saint-Exupéry utiliza ao narrar a realidade no “Pequeno Príncipe”.
Ele nos abre os olhos e faz enxergarmos que as pessoas não podem reconhecer o desenho número 1, porque foram corrompidas e diminuídas pela sociedade. Porque deixaram de serem pessoas e se tornaram empregos, deixaram de ver o próximo e passaram a ver só roupas. O livro vai muito, mais muito longe ao associarmos com os seres humanos de nossa sociedade.
Ele é muito simples e ao mesmo tempo complexo, o qual nos leva a muitas reflexões .
Basta olharmos a nossa volta e ver que o mundo está cheio de bêbados, reis, homens de negócios.
Cada um preso a um planetinha minúsculo!!!
Às vezes eu me assusto quando vejo gente da minha idade, que cresceu e estudou comigo, mas que morreu, lá atrás e hoje é um corpo inerte numa baia de escritório. É difícil lidar com isso. No entanto, não cabe a mim julgar ninguém. Cada um faz de sua vida o que acha que é certo.
Mais, voltando ao livro, em outros momentos o autor relata nas ‘pessoas grandes’ o efeito desta mutilação, um enrijecimento dos adultos.
Todos apresentam uma postura repetitiva, compulsiva, que busca incessantemente pelo nada. Estando eles cercados por um muro, não compreendem a realidade e acreditam que a simples idiotice própria é sinal de seriedade e maturidade.
No livro, a raposa ensina ao Pequeno Príncipe a importante lição de que as coisas só ganham sentido quando se conhece a amizade.
O Pequeno Príncipe compreende que apesar de o mundo ter milhares de rosas, a rosa de seu planeta era única, pois somente ela era mantenedora de seu amor, de seu afeto.
É estranho conceber que o processo de individuação não esteja ligado única e exclusivamente ao próprio sujeito que busca este estágio, mas tornar-se individuo só é possível quando existe o outro. Não é possível ser único, se não for para alguém.
Voltando à lição da raposa, ela diz: “o essencial é invisível aos olhos”.
A individualidade se faz nas pequenas coisas, nos detalhes que muitas vezes são esquecidos. É através do afeto direcionado a alguém, a um objeto que faz com que ele se torne diferente dos demais.
Um jeito de sorrir, um olhar, um gesto, um pequeno defeito, ou mesmo uma mania apaixonante... são os reais responsáveis para que ele seja considerado único. Do contrário, sem estes atestados de afeto tão simples e quase imperceptíveis, todo o resto seria desperdiçado e o 'indivíduo" não passaria de mais um entre muitos.
Como diz o Pequeno Príncipe, “o que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algum lugar”.
Quando ganhamos um presente, ele carrega o sorriso de quem o deu, a expectativa no desembrulhar. Se fosse somente o presente em si, este não seria nada além de uma casca.
Poucos são os capazes de desfrutar destes pequenos detalhes, a maioria acaba acreditando que estas cascas são o conteúdo que buscam.
Nunca encontrarão felicidade, viverão nessa eterna busca que não chega a lugar algum. Mas sobre isso, prefiro que o próprio Pequeno Príncipe dê seu conselho:
“_ Os homens de teu planeta cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...”
“_ E, no entanto, o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa, ou num poço de água.”
“_ Mas os olhos são cegos. É preciso ver com o coração...”